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Tudo que você queria saber sobre o novo imposto de 25 % sobre viagens

Essa semana muito se ouviu a respeito do novo imposto de 25%  sobre viagens. E os exploradores brasileiros começaram a ficar de cabelos em pé!

dinheiro-voador - tracking tripSe você é outro viciado em viajar como nós, também deve estar tentando entender. Que facada de 25% é essa? O dólar já não está alto suficiente e a gente precisa pagar mais? Melhor então comprar um pijama e passar as férias dormindo?

Calma, você não vai ter que fazer alterações na sua declaração de imposto de renda e nem sair correndo para comprar um pijama. Embora seja sim um absurdo de imposto, você pode ficar livre dele (Mas isso vai ser um tiro no peito do mercado brasileiro de turismo).

Vamos tentar ser claros e tirar as dúvidas da forma mais simples possível.

O que é o novo imposto?

Oimpostos -- tracking trip Novo imposto apenas afetará as remessas de dinheiro para compra de serviços turísticos no exterior feitos por pessoa Jurídica (Empresas)

Ou Seja, se for for lá na CVC comprar o seu pacote internacional você vai sim pagar os 25% porque eles são uma emrpesa brasileira comprando um pacote para você no exterior.

Ahhh, e se eu entrar na Internet e reservar meu Hotel pela Booking, eu também pago esses 25%?

Não! Porque você está trabalhando diretamente com uma empresa no exterior, a remessa de dinheiro será feita por você, que é pessoa física. O único custo que você terá aqui é com o IOF de cartão de crédito (Imposto sobre operações financeiras ) que é de 6,38%. Embora 6,38% já seja um tanto injusto (Visto que há 5 anos o mesmo imposto era de 2,38%), ele ainda é menor que 25%. Você ainda tem opção de pagar por PayPal. Confesso que nunca o utilizei como forma de pagamento e não sei exatamente as opções que ele oferece, mas pode ser uma saída para evitar os 6,38% (Se você já usou, conte mais para a gente!)

Vale lembrar também que o novo imposto NÃO INCIDE sobre gastos em dinheiro vivo ou com cartão de crédito no exterior, ou seja, se você usar seu cartão lá fora, não precisa ficar desesperado, terá “apenas” os 6,38%.

Qual a saída “mais barata”?

Quer evitar os 25% e não tem cartão de crédito internacional ou também acha esses 6,38% um absurdo? Existem outras opções.

O Site da Booking por exemplo oferece a opção de pagar no Hotel (Muitos sites de Hotéis oferecem, mas pagar antecipado as vezes te dá descontos). Se você escolher pagar no Hotel, pode pagar em dinheiro vivo, e o IOF sobre compras de dinheiro em espécie é de 0,38%, então você economizaria os 6%.

Outra forma interessante para Hotel é algo que eu e o Bruno fizemos na nossa viagem em Outubro (Confira aqui os posts da viagem). Nós utilizamos o AirBnb! Em resumo para quem não conhece, AirBnb é um site onde as pessoas oferecem sua casa ou um quarto da sua casa para você alugar na viagem, em geral, bem mais baratos que Hotéis. A nossa experiência lá foi fantástica, e o lado bom é que o pagamento do Airbnb é feito pelo EBANX, então o IOF é 0,68%, mesmo pagando com cartão!

Mas e as passagens aéreas?

No caso das passagens aéreas compradas sem pacote, esse imposto não deve afetar, a maioria das companhias internacionais que operam voos para o Brasil  já possuem acordos de reciprocidade por bitributação (o Imposto de Renda já é cobrado no país onde ela tem sede). Pode haver exceções, mas os principais destinos do Brasil, como países da Europa e Estados Unidos, têm essa isenção garantida.

Então respira fundo que nem tudo está perdido! Não sabe procurar o melhor preço? Nos ensinamos um passo-a-passo aqui

Então procurar passagens pela decolar, Submarino e etc, ainda são opções válidas!

Quando eu vou ser afetado pelo imposto então?

dinheiro comido - tracking tripEsse imposto atinge, na verdade, as operadoras e agências, físicas ou online, que trabalham com serviços de viagens ao exterior (As viagens nacionais não serão afetadas) . Eu particularmente não utilizo agência há anos, mas conheço muita gente que utiliza e prefere, em partes pelo comodismo e as vezes pelo simples fato de ter um telefone e um nome que te atenda e te reconheça. O grande problema do imposto é que esse comodismo e aquela pessoa que te dá um atendimento diferenciado, vão custar 25% a mais na sua viagem!!! Injusto? Sim! Principalmente com as agências!

É provável que elas tentem absorver parte dos custos para não perder vendas, mas sabemos que eles já trabalham com margens apertadas e não terão como arcar com todo o custo.

O que vai nos afetar mais diretamente é o fato de podermos parcelar as viagens. Parcelamento é um benefício brasileiro que você encontra nas agências. Trabalhar diretamente com operadoras internacionais vai ter fazer pagar à vista e muita gente não tem como arcar com o custo integral da uma vez. Então você até pode driblar os 25%, mas esteja preparado para pagamento à vista.

O que vai acontecer com as agências?

Não podemos prever o futuro, mas se a Internet já os fez perder clientes, o governo em plena crise e aumento do desemprego parece estar dando uma imensa mãozinha para que elas quebrem e coloquem mais gente na rua. Eles estão prejudicando todo um setor da economia que gera milhares de empregos e já vivia a crise da desvalorização do real e tem segurado as pontas a muito custo.

Na minha visão, aquela fatia da população que ainda consegue viajar e preferia as agências, vai se ver obrigado a se virar sozinho se quiser curtir umas férias fora do país.

 

Será que o imposto permanece?

Levantemos nossas mãos e rezemos à todos os deuses, do céu e no Olimpo! Vamos acreditar que o governo vai perceber a besteira que está fazendo e pelo menos baixe o imposto para os “sensatos” 6,38%, equilibrando assim uma compra por agência ao uso do cartão de crédito.

Muitos acreditam que esse imposto ainda será anulado, e alguns portais de notícia dizem que ele será de fato uniformizado (Em 6,38%).

Eu só espero que eles não resolvam uniformizar colocando o IOF em 25%!

E os gastos dos brasileiros?

De acordo com o Banco Central do Brasil as despesas de brasileiros no exterior caíram 32% em 2015 em relação a ao ano anterior, somando US$17,3 bilhões. É o menor valor desde 2010, o que indica que os brasileiros puxaram o freio de mão dos gastos fora do Brasil. São efeitos principalmente da desvalorização do Real frente ao Dólar, Euro e demais moedas estrangeiras, do aumento da alíquota do IOF sobre gastos com cartões de créditos e saques no exterior, bem como da crise econômica brasileira.

Pois é, parece que o governo não quer mesmo que a gente tire mais férias  😥

Por enquanto então, a solução é ir tentando se virar sozinho ou fechar pacotes pelo Brasil.

Você não sabe se virar sozinho? A gente ensina aqui:

Como encontrar o melhor preço de Hoteis!

Esse post não levou em conta o novo imposto, visto que foi feito ano passado, mas as dicas de pesquisa continuam atuais e funcionando

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